Porto Alegre acaba de ganhar mais um serviço de mobilidade urbana. Yellow é um serviço de bicicletas compartilhadas via aplicativo que não exige ponto fixo para a retirada e entrega das bikes. A empresa foi criada a partir da junção de dois colegas de faculdade, o argentino Ariel Lambrecht e o brasileiro Renato Freitas que se uniram ao empreendedor Paulo Veras. Juntos criaram um aplicativo de transporte, o 99, e o venderam em janeiro de 2018 para uma empresa chinesa. Com o sucesso da estratégia de venda, começaram a trabalhar em um novo projeto: Yellow. A companhia é uma startup que propõe um modelo diferente, o qual não tem a necessidade de estações físicas, tal qual exige sua concorrente.

O serviço é tarifado, porém de baixo custo. Ainda assim possibilita a quem não faz uso de cartões de crédito a oportunidade de locação por meio de um cartão de recarga oferecido em algumas lojas físicas conveniadas de determinadas áreas da região.

Com a promessa de viabilizar a mobilidade na cidade, surge também o embelezamento visual dos bairros com suas bikes e seus patinetes amarelos. A percepção das pessoas que cruzam por eles cresce rapidamente a medida que a população torna-se mais atenta na praticidade de seus usuários, os quais permitem afazeres tanto de lazer como de trabalho.

A entidade promove o transporte alternativo que atrai clientes de forma prática e contemporânea, com design moderno e funcional. Ele se apresenta aos moradores de forma sutil e contundente, buscando maior número de usuários para o crescimento da empresa. Com a divulgação em sites, jornais, propagandas na televisão e, até mesmo, no cinema, a Yellow vem conquistando seu público-alvo.

 

Yellow ou BikePoa? Veja a diferença de sistemas entre elas

A Yellow passa a concorrer agora com a BikePoa, sendo que, o diferencial das amarelinhas é o fato de não ter estações fixas.

Yellow: O preço é de R$ 2,00 a cada 20 minutos, o serviço é oferecido 24h por dia. A forma de retirar é localizando a bike mais próxima no mapa pelo aplicativo e escanear um QR code abaixo do banco para destravá-la. A devolução é feita dentro da área de atuação imposta pela empresa, em qualquer praça ou calçada. Caso saia desta área, ocorre o pagamento de uma multa, em média de R$ 30,00. Não há tempo determinado para ficar com o equipamento.

BikePoa: O preço é de R$ 8,00 diário, R$ 15,00 por três dias ou R$ 20,00 mensais. O serviço é oferecido das 6h às 22h. A forma de retirar é localizando a estação até que o usuário a libere por meio de aplicativo ou cartões. A devolução é feita na própria estação da empresa. O tempo estipulado para ficar com o equipamento é de uma hora.

Aline Prado, estudante de Direito da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), afirma que frequentemente utiliza as bicicletas da empresa Yellow para melhor aproveitamento de tempo no trânsito: “Quando sei que o tempo está curto para chegar à aula, pego a bike e sigo pela ciclovia, mais rápido que o ônibus”, reitera Aline.

 

Ciclovias atrasadas em Porto Alegre

O Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre (PDCI) está longe de ser alcançado. Foram concluídos apenas 48 km do total de 495 km previstos para Porto Alegre em 2018. Se a prefeitura municipal manter-se neste ritmo, para atingir seu objetivo, serão necessários mais de 172 anos para a conclusão da extensão prevista, ou seja, os usuários de bicicletas da cidade somente poderão usufruir das ciclovias em sua plenitude no ano de 2191.

“Penso que as ciclovias só têm utilidade quando estão dispostas em sua totalidade para melhor aproveitamento de seus usuários. De que adianta percorrer metade do percurso se não for possível completá-lo para chegar ao seu destino?”, diz João Carlos Duarte Ferreira, contador.

Para este ano, a instituição prevê projeções modestas. A prioridade é terminar a ciclovia da Avenida Ipiranga, a qual foi iniciada em 2011 e não foi concluída até o momento. Enquanto isso, o desgaste nas pistas já finalizadas é visível, o que torna a situação precária.