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maio/2013 | Artigos

Universo Paralelo

Ecstasy: a droga que tomou conta do mundo jovem

Evento fotografado por Rodrigo Favera

Foto: Rodrigo Favera.

Novas experiências, sensação de bem-estar, aumento do interesse sexual, desinibição, euforia, aumento da extroversão e sociabilização, são alguns dos efeitos que os jovens desejam ao consumirem a droga do amor, mais conhecida como ecstasy. Nas raves, a droga é denominada, por usuários e distribuidores, como “bala”, a fim de evitar a identificação dos seguranças.

O que muitos não sabem é que, nesse mesmo cenário, há uma considerável perda de líquidos, gerando uma desidratação ao usuário. E o pior, um grande aumento da temperatura corporal, por consequência, uma hemorragia interna, o que pode levar à morte.

“A droga está presente nos estádios de futebol, nos parques e praças, em todos os lugares.”

O ecstasy surgiu em 1914 com o nome de MDMA, quando uma indústria farmacêutica a produziu com o intuito de tirar a fome e o sono dos militares. Porém, ela nunca foi utilizada com essa finalidade. A partir dos anos 60, psicoterapeutas passaram a utilizar a mesma para elevar o ânimo de seus pacientes. Logo a seguir, nos anos 70, começou a ser usufruído de forma recreativa, sendo procurado principalmente por estudantes universitários.

O efeito da droga dura de quatro a oito horas, variando de acordo com o organismo de cada pessoa. Há diferentes modos de uso entre os usuários, embora o ecstasy é mais comum em pílulas. A base da droga costuma ser misturada ou diluída com várias substâncias e, muitas vezes, com outras drogas.

Após o consumo da mesma, podem ocorrer alguns efeitos colaterais: aumento da temperatura corporal, aumento da tensão muscular e da atividade motora, dores de cabeça, perda de apetite, náusea, visão borrada, insônia, crise de pânico, oscilação da pressão arterial, entre outros.

A maioria dos usuários são jovens adultos, com predominância da classe média e média alta, inseridos no mercado de trabalho e com boa escolaridade. O preço de um comprimido de ecstasy varia de R$30 a R$50.

O organizador e DJ de raves Guilherme Rosa se mostra preocupado com consumo de drogas ilícitas nos eventos. Ele relata que sua equipe revista todas as pessoas a partir do momento em que entram no evento, a fim de reduzir ao máximo qualquer incidente que possa acontecer. Porém, afirma que é muito complicado lidar com esse tipo de situação e que não é um problema específico das raves: “Afinal, a droga está presente nos estádios de futebol, nos parques e praças, em todos os lugares”, afirma ele.

Ao organizar esses eventos, Guilherme e a equipe fazem uma seleção do público que querem atingir, levando em conta o estilo musical, no caso, a música eletrônica. Primeiro eles montam o “line-up” (ordem/horário dos DJs), depois, procuram estabelecer o contrato com o locatário do espaço onde será realizado o evento e, em seguida, começam a produção das peças gráficas, como logomarca, pulseiras e/ou ingressos.

“As pessoas gostam tanto deste ‘life style’, que acabam fazendo disso uma religião”.

A duração de uma rave depende do seu porte. Guilherme conta que existem raves menores, conhecidas como PVT’s, que duram no máximo dez horas. Acima disso, já são raves com investimentos um pouco maiores. Em média, elas duram entre 16 e 18 horas. Mas existem festas de até 24 horas ou mais. A idade média do público é de 18 a 25 anos.

Como DJ, ele revela o que mais lhe chama atenção: “As pessoas gostam tanto deste ‘life style’, que acabam fazendo disso uma religião. Elas acordam cedo, dormem tarde e dedicam o seu final de semana somente à música eletrônica. É um público muito fiel. Enquanto estiver tocando algum DJ, eles permanecem”.

Quanto à mediação da polícia, Guilherme afirma que, no decorrer do evento, não ocorre interferência: “Eles fazem o trabalho deles, nós fazemos o nosso. Não é de nossa responsabilidade se alguém está com entorpecentes”. Quanto à segurança, eles possuem uma equipe terceirizada e orientada por um chefe de segurança, normalmente indicado pela própria empresa, que trabalha de maneira muito próxima com alguém da equipe.

No final da entrevista, Guilherme faz citação a uma frase de Anthony Papa (autor do livro 15 to life): “Se você não consegue controlar o uso de drogas dentro de um presídio de segurança máxima, como vai controlar em uma sociedade livre?”

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