junho/2012 | Acontece

Uma nova versão da fotografia

O aplicativo capaz de criar uma variedade de efeitos e filtros para fotos, criado por Kevin Systrom e Mike Krieger, em outrubro de 2010, é, atualmente, um dos tópicos mais falados do Twitter. O Instagram, que foi durante muitos meses privilégio dos usuários de aparelhos da Apple, passou a estar disponível para o sistema operacional móvel com mais usuários no mundo, o Android.

Após a criação desta nova versão, o aplicativo ganhou, em apenas seis dias, cinco milhões de novos usuários e tornou-se o mais popular da App Store (loja virtual da Apple), perdendo o status que tinha anteriormente. Este fato gerou grande insatisfação aos que utilizam o sistema iOS, que, até então, eram os únicos que podiam desfrutar de tais funções e versatilidades.

Esses acontecimentos geraram a criação de termos como “a Orkutização do Instagram”, que significa uma invasão massiva de informações irrelevantes, assim como um crescente aumento na inclusão digital, já que este era considerado por muitos um “aplicativo dirigido para um grupo elitista”. Pelo fato de ter seu conteúdo privado apenas para usuários do aplicativo, ficou uma dúvida: a insatisfação dos antigos usuários se deu pela, agora, falta de privacidade, já que muitos se tornariam membros, ou pelo status que se cessaria, ao tornar-se popular?

Segundo André Pase, essa revolta de alguns dos possuidores do aparelho da Apple pode ser chamada de preconceito e comparada à situação dos “clubinhos de colégio”, onde os “diferentes” não podem se misturar. O professor da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS e colunista da Zero Hora Digital afirma que, no Brasil, iPhone ainda é uma forma de demonstrar status; já no exterior, celular é uma coisa normal, não há motivos para ostentação.

Como se já não estivesse causado assunto o suficiente, no dia 9 de abril, a compra do Instagram por Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, em um negócio estimado em US$ 1 bilhão, foi anunciada, aumentando ainda mais a tal da “orkutização”. Para Pase, Zuckerberg comprou três coisas: uma rede social com uma base já existente de usuários, um sistema rápido de fotos, e um forte investimento em negócios, que fará parte de uma jogada de investimento em altas ações na bolsa de valores americana, sendo cada vez mais visto dentro do mundo de negócios. “A jogada complementa o site e valoriza suas ações”, completa Pase.

Autores:

Oportunidade na Copa América 2019

Sediar um evento internacional como a Copa América é algo almejado por praticamente todos os países da América Latina. Seja para aumentar a...

Instituto de Cultura: arte, teatro e música no campus

Rua da Cultura (Foto: Camila Cunha/PUCRS) Os eventos culturais revelam em seus acontecimentos criatividade, costumes, tradições e valores já vividos...

Ativismo sociocultural gera troca de saberes com a comunidade

Foto: Equipe Honk! POA Nos dias 24, 25 e 26 de maio ocorreu a primeira edição do Honk! em Porto Alegre. O Honk! é um evento mundial estadunidense,...

Pin It on Pinterest