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junho/2013 | Artigos

Tatuagem ainda distorce a imagem?

Roger Silva defende que os desenhos na pele não influenciam na índole de uma pessoa. Foto: Renata Battisti.

Quem não conhece alguém que tenha diversas tatuagens pelo corpo? Ou melhor, quem nunca teve vontade de fazer uma tatuagem simbólica, que tenha algum significado para sua vida? A tatuagem deixou de ser só uma questão de estilo, virou uma espécie de cultura, às vezes de pertencimento de grupo. No entanto, é um assunto polêmico no meio profissional, uma vez que ainda existe certo estigma sobre o tema por parte da maioria dos gestores das organizações.

Há 20 anos, a tatuagem era vista de forma pejorativa, passando a ideia de agressividade e anarquismo. Hoje em dia, com as novas tecnologias, a sociedade está mais aberta às diferenças, pregando o respeito a elas. Entretanto, no que se refere ao meio profissional, a maioria das organizações ainda mantém o antigo estigma, preferindo contratar pessoas não tatuadas.

Para a professora Suzana Gib Azevedo – formada em Psicologia e mestre em Publicidade e Propaganda – o mercado está, em geral, mais aberto a todo o tipo de diferença, pois o convívio entre várias gerações proporciona a compreensão entre diversos estilos, opinião também compartilhada por Roger Silva – tatuador há 10 anos e dono da Crust Tattoo – que acredita que os desenhos na pele não influenciam na índole de uma pessoa.

Em contrapartida, Vanderléia Alves, responsável pela contratação dos estagiários da Secretaria de Agricultura do Estado do RS, e Alexandre Damo de Bem, sócio-proprietário da De Bem Informática, afirmam que a pessoa tatuada ainda passa uma imagem de descompromisso, pesando negativamente na hora da seleção.

A concepção de “descompromisso” é criticada pelos profissionais tatuados. Eles lamentam que as organizações e a sociedade ainda tenham preconceito em relação à tatuagem, caracterizando-a como algo que reproduz rebeldia e a falta de responsabilidade. Contudo, entendem a exigência do mercado em relação à imagem profissional e, por isso, muitos pensam em locais estratégicos – fáceis de esconder – para as tattoos, pois sabem que é um fator importante para a atuação no mercado de trabalho.

Os símbolos na pele são elementos relevantes na hora da entrevista, mas não são tudo. Suzana traz alguns aspectos de grande importância na avaliação dos profissionais de RH como: a capacidade de se relacionar com outras pessoas; de expressar oralmente suas ideias; o modo de ser empreendedor e de trabalhar em equipe; o modo como se comportam; o conhecimento que dominam sobre a área pretendida. Ou seja, não são desenhos impressos no corpo de alguém que vão definir sua capacidade, competência, caráter e valor profissional.

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