O termo “stalker” deriva da palavra em inglês “stalk”, que significa perseguir. Não existe uma tradução literal para o português, mas pode-se entender o stalker como uma espécie de “perseguidor obsessivo”, ou seja, que persegue pessoas, seja fisicamente ou on-line (ou os dois), com as quais possui ou não algum tipo de vínculo. Essa perseguição (stalking) varia, desde apenas vigiar a sua vítima, mandar presentes e mensagens, até forçar interações através de ligações, invasões e até mesmo fazer ameaças (basicamente, uma completa invasão de privacidade e abuso!).

Qual a origem? 

Pode parecer um termo moderno, mas essa palavra já existe desde os anos 80, quando muitas grandes celebridades começaram a ser perseguidas. Um exemplo? John Lennon, que foi assassinado por um de seus fãs, Mark Chapman, em 1980. Chapman planejou e perseguiu Lennon durante três meses antes de provocar a morte trágica do cantor. Com esse infeliz e horrível ato, tornou-se um dos stalkers mais famosos até hoje. Mas foi na década de 90 que esse nome foi consagrado e sua prática categorizada como crime pela primeira vez nos Estados Unidos. Logo depois, vários outros países, como o Canadá e Portugal, seguiram o exemplo e criaram leis específicas para esse tipo de ação. Atualmente, o Brasil ainda não possui nenhum tipo de legislação específica para o stalking.  

O que dizem os profissionais?

De acordo com a psiquiatra Thais Ferla Guilhermano, stalkers podem ser pessoas com doença mental, ciúmes patológico, transtornos de personalidade, entre outros. Seu comportamento pode significar um sintoma diferente de uma simples curiosidade e, normalmente, acha que possui controle sobre a vida de outrem. No caso de um stalker patológico, a motivação pode ser ciúmes, inveja, não conformidade com término de relacionamentos afetivos e outras coisas. Além disso, segundo Guilhermano, a facilidade da tecnologia e das redes sociais é um fator que propicia o aumento de stalkers, pois cada vez mais a vida alheia é exposta on-line, o que, consequentemente, acaba facilitando o trabalho desses perseguidores. 

 O que fazer?

Como dito anteriormente, no Brasil não há leis que criminalizem o stalking, mas sempre é possível recorrer à polícia em casos extremos. É importante lembrar que violência nunca é uma opção. Caso você esteja se sentindo observado, perseguido ou ameaçado, compartilhe isso com alguém, para buscar ajuda e proteção.