dezembro/2012 | Artigos

Sociedade de consumidores: superfluidade e individualismo

Repensando na legitimação temporal dessas características, levamos para o futuro ou deixamos no passado?

Uma característica lamentável da sociedade contemporânea é o consumo supérfluo e o individualismo das pessoas. O ser humano é rotulado como mercadoria vendável, que precisa se diferenciar entre as pessoas, independentemente de classe social, gênero ou idade.

O consumo é estimulado desde a infância e há encantamento das crianças com a publicidade apelativa que transparece valor, moda. Para se inserir na sociedade, é preciso estar “dançando conforme a música”, ter o último modelo de celular, iPod, iPhone dentre outros “iTudos”, ou pelo menos idealizar e mostra-se interessado em obtê-lo e colocar-se na moda e nas tendências que mudam de mês em mês.

O mercado exige dos profissionais que se adaptem ao mesmo. Tudo deve ser vendido a qualquer preço ou apelação desde que objetive o lucro e os interesses da organização. Entretanto, cabe aos profissionais de comunicação traçar caminhos e estratégias diferenciados para a humanização dos métodos de venda, idealizando e apoiando a conscientização de que o mundo não gira em torno de objetos, superfluidade e individualismo.

Sorrisos do presente. E o futuro como ficará? Foto: acervo pessoal.

Com base em uma entrevista realizada com Iracilda Campos, de 39 anos e mãe de duas meninas, percebe-se o quanto a sociedade consumista é baseada em suprir carências e enterrar os valores familiares: “Sou divorciada, independente e crio as minhas filhas sozinha, trabalho dia e noite para mantê-las e dar tudo o que elas precisam”. O objetivo hoje em dia é ser independente, tudo está mais facilitado na construção material de uma vida, porém, a construção social está limitada a relacionamentos e amizades passageiras, prioridades do presente e a desintegração do futuro.

Os depoimentos nas redes sociais da internet são compostos em lamentações e reclamações, enquanto por trás dos computadores estão filhos desobedientes e pais irritados, perdidos, que tomam atitudes promíscuas que desencadeiam brigas desnecessárias, a desintegração familiar, o individualismo, a falta de assunto, tribos diferentes em um mesmo lar.

Como é o seu relacionamento com as filhas?

Sou uma mãe presente, dentro do possível. A minha filha mais velha, com 19 anos, dialoga com a minha filha de 2 anos, pois já não tenho mais tempo para isso, venho de um casamento conturbado, onde minhas escolhas foram baseadas na liberdade e independência, não prestar contas do meu dinheiro, suprir as necessidades das minhas filhas e viver dentro do possível.

Dentro do contexto sociedade de consumo, como a sua filha mais velha reage a essa falta de tempo, limitação de atenção e ao suprimento de bens materiais?

É uma menina excepcional. Vejo que ela insere-se perfeitamente nesse meio, tenho receio de vê-la crescendo com certo individualismo, muitas vezes carente e chorosa, porém, muito forte quando se trata em atingir seus objetivos na faculdade, estabilidade financeira e focada em ter uma vida material estável, inserida nas redes sociais, no computador e celular, o que me preocupa é o paralelo a isso. Como ficará a sua vida social? Eu não dou conta muitas vezes, parecemos não falar a mesma língua.

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