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junho/2009 | Artigos

Responsabilidade Social como gestão de negócios

Perceber a contribuição das RRPP na dinâmica da responsabilidade social das organizações é, antes de qualquer fator, relacionar a todo esse processo a força da comunicação que move a opinião pública, que emerge do “direito social à informação e à participação” dos indivíduos. Torna-se não apenas uma ferramenta de marketing, mas sim um novo comportamento de gestão de negócio, sem visar somente o lucro. 

Responsabilidade social das empresas é a ideia de que uma organização deveria olhar além de seus próprios interesses e dar uma contribuição para a sociedade.  É a obrigação que as organizações têm para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar da comunidade.

No Brasil, a responsabilidade social é usada para suprir as necessidades básicas da população, devido aos problemas sociais que afetam o país. Passou a ser pauta de discussão dos empresários brasileiros a partir dos anos 90, buscando aliar o desenvolvimento econômico com a qualidade de vida, conduzindo os negócios a atenderem os interesses das diferentes partes envolvidas, não apenas a dos acionistas/ proprietários. Ao contrário dos países desenvolvidos, que usam a ideia de empresa inclusiva, ao certificarem o efeito de suas decisões sobre a comunidade e o meio ambiente, no Brasil existe o problema das empresas estarem assumindo a responsabilidade do governo que se omite diante das dificuldades.

O público entende que as empresas devem contribuir em questões de âmbito social. Marlova Oliveira, relações-públicas, atuante na área de marketing, concorda que se houver um trabalho efetivo e dirigido ao público, com certeza haverá aceitação em quase 100% . “É importante que haja esclarecimento para que as pessoas comprem produtos não só pelo preço ou pela qualidade, mas também pela sua responsabilidade com a sociedade. E esse trabalho está diretamente interligado às Relações Públicas”.

Karin Souza, profissional de Relações Públicas da empresa Sicredi, responsável pela área de projetos sociais, afirma que as empresas realmente se preocupam com ações sociais e ambientais, mas ressalta que é importante destacar que muitas delas se preocupam com estas ações para a formação de imagem da organização.

Questões referentes ao lucro e à produtividade da empresa são tidas como argumentos desfavoráveis à responsabilidade social. Karin Souza contradiz esses argumentos, dizendo que nos dias atuais, com a força dos meios de comunicação e a globalização, as empresas não podem visar somente o lucro, elas precisam preservar o meio ambiente e realizar ações de responsabilidade social e isso vai impactar diretamente sobre a imagem institucional e refletirá no lucro. Karin enfatiza: “”Está tudo interligado””.

Hoje, a maioria das ações é coordenada pelos dirigentes, mas é fundamental a introdução das Relações Públicas na cultura da organização para adotarem medidas de redução de impacto sócio-ambiental e planejarem a política e os valores da empresa.

A contribuição das organizações nos processos de responsabilidade ambiental é reconhecida pelo sistema de qualidade de série, o ISO 14.000. E está em planejamento o ISO 21.000, que visa identificar as empresas que mantém a cidadania empresarial.

Além dos motivos humanitários, existe a estratégia empresarial que se beneficia da melhoria na imagem da empresa e da satisfação dos funcionários. Estamos em um momento em que as empresas que se diferenciam são as que constroem uma imagem forte.

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