Uma relação harmônica entre emissor e receptor não é válida somente para a comunicação dentro de empresas privadas. Os órgãos públicos, da mesma forma, devem estabelecer ambientes comunicacionais agradáveis com seus diversos públicos, não focados em vendas (como nas organizações privadas), mas sim na formação de uma opinião pública favorável. Tais relações só são possíveis através da formação de um setor de comunicação forte e organizado.

Para Gabriel Figueiró, Oficial de Gabinete do Setor de Relações Públicas e Cerimonial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, trabalhar em um órgão público possibilita ao profissional entender o funcionamento do Poder Público, acompanhar de perto determinadas movimentações políticas e de impacto para a sociedade. “Fazer parte da Assessoria de Comunicação do Poder Judiciário ensina sobre as relações de poder do Estado, os relacionamentos institucionais e como funciona a lógica das parcerias das instituições. Por atuar a nível estadual, as campanhas institucionais geram grande impacto social e apresentam uma relevância significativa”, afirma o jovem de 24 anos.

Instituído no ano de 2010, o Conselho de Comunicação Social do Tribunal é incumbido a fixar as linhas gerais das políticas de comunicação da Justiça Estadual com a sociedade e os meios de comunicação. Formado pela Unidade de Imprensa e pela Unidade de Relações Públicas, o Conselho busca participar de forma ativa na comunicação do Tribunal com seus diversos públicos. O setor de Relações Públicas, atualmente chefiado pela Assessora-Coordenadora de Relações Públicas, Sra. Cláudia Surita, conta com o apoio de quatro servidores (sendo dois profissionais Relações Públicas) e três estagiários estudantes de RP. É de responsabilidade do setor o assessoramento aos integrantes da Administração na área de Relações Públicas e Cerimonial auxiliando no gerenciamento dos relacionamentos institucionais. Para o Oficial de Gabinete, uma das funções principais da Unidade é prover apoio à Presidência no desenvolvimento de projetos visando à construção de uma instituição moderna e eficiente, impactando de forma positiva a opinião pública, e auxiliando na dinamização da comunicação interna do Tribunal de Justiça considerando interesses e expectativas da Administração, demais magistrados e servidores.

Gabriel entrou no TJ em 2014, como estagiário. Após um ano, foi contratado pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, para atuar na área de marketing. Depois de dois anos no cargo, retornou ao Tribunal, como Oficial de Gabinete do setor de RP.

Responsável por planejar campanhas institucionais e eventos para magistrados e servidores, o Setor de RP do Tribunal também possui a importante função de marcar a agenda institucional do Presidente, organizar suas viagens e acompanhá-lo durante eventos. Segundo Gabriel, os diferenciais que um profissional de RP que atua na esfera pública pode ter em relação aos da área privada são variados. “Basicamente a compreensão das relações do Poder Público, participar ativamente de campanhas estaduais, pensar em uma comunicação menos violenta, com menos foco em vendas. No Poder Público, não há necessidade de bater determinadas metas, diferente da urgência da área privada”, afirma Gabriel.

Burocrático e metódico, exercer uma função no setor de RP do Tribunal de Justiça pode se tornar um compromisso complicado para os que não possuem uma personalidade discreta e diplomática. “Considerando esse ambiente e o público envolvido, o trabalho acaba se tornando extremamente formal, seguindo à risca o cerimonial e o protocolo”, afirma Gabriel. Para ele, em algumas situações os espaços são menos abertos às mudanças, causando frustração aos que ingressam no Tribunal esperando algo mais flexível e inovador.

Exercer a função de Relações Públicas no Poder Judiciário pode ser uma tarefa difícil. Trabalhar em um ambiente de comunicação, suscetível a mudanças constantes, exige extrema agilidade e competência dos profissionais. O profissional conclui:

“Trabalhar no Tribunal de Justiça me possibilita entender o funcionamento do Poder Público, acompanhar de perto determinadas movimentações políticas e de impacto para a nossa sociedade. Fazer parte da Assessoria de Comunicação do Poder Judiciário ensina sobre as relações de poder do Estado, os relacionamentos institucionais e como funciona a lógica das parcerias das instituições. Por atuar a nível estadual, as campanhas institucionais apresentam grande impacto social e uma relevância significativa. É um trabalho difícil, que exige grande responsabilidade dos que aqui atuam. Exercer minhas funções com competência é extremamente gratificante, pois passo a perceber meu papel ativo nos processos de mudanças sociais.”