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junho/2009 | Artigos

Relações Públicas e Jornalismo

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo. Isto fica mais evidente ainda na área da comunicação, em que publicitários, jornalistas e relações-públicas, muitas vezes, na falta de empregos específicos em sua área, acabam “invadindo” áreas alheias. Justifica-se então o porquê do envolvimento cada vez maior da Comunicação Social que está entrelaçada com uma grande variedade de normas, regras, obrigações morais e outros hábitos que, juntos, moldam a sociedade, mas cabe ao bacharel em Relações Públicas o ensino de disciplinas específicas e de técnicas da área.

Caren Cechela, relações-públicas, atualmente exercendo sua profissão no Chile, afirma: “Trabalhar em Relações Públicas não é tão fácil quanto parece, pois existem outras áreas que acham que podem trabalhar no nosso campo apenas porque essa possui uma grande amplitude e engloba diversos fatores”.

Para Relações Públicas e Jornalismo, a busca da informação tem como propósito atingir um objetivo, ela permanece sendo o meio de desencadear uma ação. Conforme a rede teórica proposta por Roberto Porto Simões, em Relações Públicas e a Micropolítica, “A informação é a matéria-prima que organiza o processo na medida em que reduz incertezas respondendo as questões inerentes aos interesses institucionais”. Há forte vínculo existente entre Jornalismo e Relações Públicas por serem atividades da comunicação social e, ás vezes, podem ocupar espaços comuns, mas são distinguidas em sua essência e mesmo possuindo caráter informativo elas são classificadas como divergentes. Essas duas atividades necessitam da informação para o exercício de sua profissão, mas a diferença entre as áreas está na finalidade adotada no processamento da mensagem.
 
A dificuldade de diferenciar cada área da comunicação está adquirindo amplitude, pela simples razão de que alguns profissionais estão à procura de um caminho que não se prenda apenas a sua formação gradual, mas sim que englobe todas as oportunidades às quais sejam aptos a trabalhar. O problema dessa situação é que, muitas vezes, ocorrem desentendimentos entre jornalistas e relações-públicas, pois além da concorrência com os profissionais formados na mesma área que a sua, têm que competir com os de outra. Torna-se então cada vez mais difícil o mercado de trabalho para esses profissionais.
 
A condição necessária para a eficácia de resolver e até mesmo melhorar esses desacordos existentes entre jornalistas e relações-públicas, está na formação do profissional. Procurar desenhar as possíveis mudanças que essa realidade exerce sobre o currículo, tendo em vista um perfil de objetividade maior, seria uma referência para limitar as disciplinas em sua respectiva área.

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