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maio/2014 | Notícias

Projeto Rondon

A extensão Universitária.

Próximos alunos a embarcarem no Projeto. Foto: arquivo pessoal.

O tempo de graduação é o momento de descobrir nossas preferências profissionais, o que mais gostamos de fazer e em qual área atuar. É neste momento também que temos a oportunidade de participar de projetos que só são abertos para estudantes de ensino superior. Um deles é o Rondon, que faz um trabalho com os universitários de forma que os envolve por completo. Em entrevista, Denis Dockhorn, Coordenador da próxima Operação do projeto na PUCRS, responde algumas dúvidas sobre o Rondon.

O que é o Projeto Rondon?

Projeto Rondon é um trabalho de extensão universitária que visa proporcionar um curso intensivo de Brasil a estudantes de todos os cursos de graduação das instituições de ensino superior brasileiras, coordenado pelo Ministério da Defesa. Iniciou em 1969, tendo sido encerrado em 1989. Uma nova fase iniciou em 2005 e segue até hoje. Os alunos são indicados para desenvolverem ações em municípios de baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), de acordo com editais do Ministério da Defesa, em períodos de férias escolares. É uma atividade própria da Extensão Universitária e oportunidade de aproximação ensino-serviço, além de propiciar mobilidade e atividades complementares.

Como é a divulgação do processo seletivo?

A seleção/capacitação dos alunos se inicia em uma reunião para a qual são enviados convites por e-mail a todos os alunos de graduação da Universidade, além da divulgação por cartazes nas Unidades Acadêmicas e faixas espalhadas pelo Campus Central.

Qual o intuito do projeto?

As ações do projeto têm ênfase educativa, com o rondonista agindo como catalisador para que ocorram os processos sociais e, na mesma medida, aprendendo como planejar e agir. Um exemplo bem prático seria a “resolução” de problemas de uma comunidade, na primeira fase, através da ação invasiva do rondonista, “atendendo” ou “palestrando”. Na fase atual, espera-se que a comunidade se dê conta de seus problemas e busque soluções próprias.

Você acha que o projeto pode desenvolver os participantes como melhores cidadãos?

Sim, voltamos percebendo o mundo a partir de olhares diferentes, projetando sonhos sob a perspectiva de que se tornem realidade, lidando melhor com o improvável, combinando, modificando, associando, criando a partir do desconhecido. As maiores mudanças apresentadas pelos estudantes que participam das operações do Rondon dizem respeito à amizade entre os membros da equipe.
Como eles retornam tendo passado por situações específicas, somente eles entendem os comentários e o significado dos gestos, das palavras e expressões, o valor de cada uma das fotos, as recordações dos vários momentos em que conviveram. Essa amizade, como uma irmandade, perdura por um longo tempo. É de ressaltar também a amizade que se estabelece com os antigos rondonistas que auxiliaram na seleção/capacitação.

São feitas muitas parcerias com empresas públicas e privadas?

Não, para o futuro do Projeto, é necessário que se tenha a garantia da continuidade: que ele se constitua em projeto de Estado e não apenas de Governo, para que possa contar com um orçamento adequado ao investimento nas próximas operações.

Qual o tipo de envolvimento que os participantes passam a ter com o município escolhido?

É um período de aprendizagem sobre cultura, direitos humanos e justiça, educação, saúde, comunicação, meio ambiente, tecnologia e produção e trabalho e é entendido como uma capacitação sobre perceber o mundo a partir de diferentes perspectivas, projetar sonhos, lidar com o improvável, combinar, recombinar, modificar, associar, criar algo novo a partir do desconhecido.

Como funciona o Processo Seletivo na PUCRS?

Na PUCRS, o processo seletivo do Projeto Rondon, ocorre durante determinado período de tempo. Os rondonistas trabalham modulando os alunos participantes da seleção. Há a distribuição de tarefas, pesquisas, apresentações, debates e a oportunidade de, pouco a pouco, ir conhecendo os interesses, limites, qualidades e defeitos de cada pessoa. Para que, assim, haja a interação dos alunos com os ideias do projeto.

Após a seleção e a divulgação dos alunos selecionados, os mesmos continuam em uma segunda etapa, onde há encontros mais focados, conhecimento da cidade escolhida, e debates mais a fundo sobre o pessoal de cada um. Caso haja a desistência de algum aluno, existem os suplentes, que são os alunos no segundo bloco de escolhidos, para dar andamento no processo do projeto até que ocorra a viagem.

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