julho/2015 | Entrevistas

Planejando o futuro

As dúvidas e os dilemas de um recém-formado

Jornalista Cristiane Magno, em matéria no Viva Open Mall. Foto: Arquivo pessoal.

Será que escolhi o curso certo? Terei mercado após terminar a faculdade? Aguardo ser contratado pela empresa que estou estagiando? Faço uma especialização? Talvez um mestrado, uma viagem para aperfeiçoar meu inglês, ou até mesmo um cursinho para prestar concurso? Essas são umas das perguntas que os graduandos fazem antes, durante e após terminar o curso de graduação. A cobrança vem de todos os lados, da família, que em alguns casos financiou o curso, dos amigos, que acompanharam a trajetória e até mesmo do próprio aluno, que cria suas expectativas.

O aluno alimenta planos quanto ao curso que irá iniciar, muitas vezes se decepcionando com o que esperava encontrar ao longo da graduação. Uma dica é buscar informações sobre o curso com profissionais já formados e, ao longo da faculdade, intensificar o seu aprendizado com estágios na área, aliando a teoria à prática.

Para não ter desespero junto com a entrega do diploma, o aluno deve organizar-se durante o ano final do curso, buscando autoconhecimento, procurando saber o que o mercado está exigindo em um profissional, e relacionando as áreas que mais gostou na sua formação. Praticar o exercício de se imaginar onde deseja estar daqui cinco anos, ou mais, pode ser útil.

Seguindo nessa ideia de planejamento de carreira e escolha do melhor curso no atual mercado de trabalho, segue uma entrevista com a Jornalista Cristiane Magno, que assim como outros estudantes, teve o dilema das escolhas que tomaria para direcionar a sua carreira profissional. 

Cristiane Magno, gravando matéria na Fan Fest 2014, em Porto Alegre. Foto: Arquivo pessoal.

Por que escolheu o curso de Jornalismo?

Eu escolhi fazer jornalismo porque comunicar é fantástico! Sempre tive muita facilidade nas diferentes maneiras de comunicação, seja falada ou escrita e gostei disso, então pensei que nada melhor do que fazer disso a minha profissão.

Procurou conhecer as diferentes áreas que um jornalista poderia atuar, ou já tinha ideia do que queria fazer?

Quando decidi que prestaria vestibular para jornalismo não me veio à cabeça nada além do trabalho em jornal impresso. Porém, ao longo da faculdade, por buscar experimentar um pouco de cada segmento, acabei despertando o interesse pelo telejornalismo.

Quais eram suas metas e objetivos antes de iniciar a faculdade? Continuaram os mesmos após iniciar o curso?

Antes eu sonhava em ser editora de jornal impresso, daquelas que só se realizaria no dia em que noticiasse o furo de reportagem do século. Nos últimos anos de curso descobri a produção de telejornais e a ideia de ser editora continuou a mesma, porém em outra mídia, que seria a televisão. 

Quais eram suas expectativas quanto ao curso? Foram todas atendidas?

Esperava um curso mais prático, mais convidativo ao pensamento crítico do fazer jornalismo, estas foram as expectativas que não foram atendidas. Gostei muito da oportunidade de transitar, fora do horário das aulas, em diferentes áreas de atuação de um jornalista, em oficinas oferecidas pelo curso de comunicação da Ulbra.

Teve contato com profissionais já formados da área de comunicação durante o curso? Como esse contato influenciou na sua formação?

Além dos professores serem comunicadores conhecidos, a coordenação do curso oferecia palestras mensais com profissionais convidados, o que possibilitava ter contato com a realidade da profissão. Ainda lembro-me dos conselhos e dicas transmitidos nestas oportunidades, sempre muito enriquecedores.

Estagiou durante o período do curso? Como esses estágios agregaram na sua vida profissional e para o curso?

Sim. Os estágios foram fundamentais na minha formação como profissional. Pude vivenciar situações que jamais podem ser reproduzidas em sala de aula, as quais eu aprendi muito, além de certamente terem facilitado em oportunidades de empregos depois de formada.

Tem algum sonho profissional que ainda não conseguiu realizar?

Sim, de ser editora de um telejornal.

Como procurou se especializar para se destacar no mercado de trabalho?

Logo após a conclusão do curso de Jornalismo cursei especialização em Televisão e Convergência Digital, além de outros cursos de duração mais curta.

Está trabalhando na área?

Sim, trabalho como repórter de um programa de TV local.

Encontrou dificuldades no mercado de trabalho logo após sua formação?

Muitas. Foram vários períodos de desemprego e oportunidades extremamente inferiores a minha qualificação.

Optaria por concurso público na sua área? Já prestou algum?

Cristiane, gravando para o Canal Network. Foto: Arquivo pessoal.

Já prestei dois concursos e pretendo prestar outros.

Que conselho daria para quem está iniciando o curso de comunicação e para quem está se formando?  

Quem ingressa na faculdade de Comunicação Social deve avaliar os prós e contras da profissão, assim como em qualquer área. Sugiro que converse com profissionais já inseridos no mercado de trabalho para que estes possam lhe colocar em contato com a realidade. Mas, além disso, o mais importe: estar certo de que é algo que realmente o fará levantar da cama todos os dias com entusiasmo de realizar o melhor trabalho do mundo. Para os que estão em fase de conclusão de curso, digo que devem aproveitar todas as oportunidades de ingresso no mercado de trabalho e que os estágios são fundamentais para se adquirir experiência.

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