junho/2012 | Notícias

Os encantos do Brique da Redenção

Foto: Mariana Schmitt

Todos os domingos a Avenida José Bonifácio, junto ao Parque Farroupilha, é tomada por um clima todo diferente. Mais parece uma confraternização entre amigos, com música, chimarrão, crianças e cachorros correndo, um ambiente realmente especial. É o Brique da Redenção que bem cedinho começa a tomar forma e encher de encantos e pessoas que vão em busca do inesperado.

O Brique iniciou sua história em 1978, a partir do projeto de implantação de uma feira de antiguidades inspirada nos modelos das feiras de San Telmo, em Buenos Aires, e do Mercado de Pulgas, em Montevidéu. No princípio possuía apenas 24 expositores que comercializavam objetos antigos. Em 1982, juntaram-se ao grupo 40 artesões e artistas plásticos que começaram a expor seus produtos no parque, ao lado do até então também chamado Mercado das Pulgas. No ano de 1990, uma Lei Municipal determinou o fechamento da Avenida José Bonifácio para trânsito de veículos, deixando livre para a circulação dos visitantes. Em 2000 foi criada a Associação dos Artesãos do Brique da Redenção (AABRE), foi nesse ano também que a marca “Brique da Redenção” foi registrada. No ano de 2005, o Brique foi declarado integrante do patrimônio cultural do Rio Grande do Sul.

Foto: Mariana Schmitt

A feira cresceu e hoje colhe os frutos semeados durante sua história. As bancas contemplam quatro segmentos diferentes: artesanato, artes plásticas, alimentação e antiquário. Conta com 296 expositores, que são representados pela sua associação, a AABRE, considerada entidade civil, registrada sob comando do presidente Evilázio Rodrigues Domingos. No ano passado, o Brique iniciou seu processo de revitalização, onde recebeu a implantação de novas barracas e de um novo pórtico, adquiridos com o apoio de algumas organizações privadas. Além disso, foi feita a modernização do site e a criação de uma página no Facebook e um perfil Twitter, onde são feitas atualizações diárias mantendo os frequentadores sempre informados das novidades. Segundo Evilázio Domingos, o Brique chega a receber 80 mil visitantes em domingos de sol.

Luciana Batista é uma das tantas frequentadoras assíduas, afirma ir sempre que possível ao Brique: “É só ver que o dia está bonito que logo vou preparando o chimarrão e ligando para as amigas, adoro esse clima que o Brique tem”. Já Rossano Rodrigues desfruta do local há quase 20 anos. Durante este longo período vê o espaço publico cada vez mais bonito e defende que lá é um lugar de mistura de ritmos e cores onde se pode ver cenas que não se contempla todo dia por ai.

Para 2012, o Brique tem alguns projetos em andamento. Estão previstos o lançamento de sacolas retornáveis com a identidade visual da Feira que serão distribuídas pelos expositores. Também está em andamento, no Ministério Público, o Projeto da 1ª Bienal do Artesanato do Brique da Redenção, que tem por objetivo divulgar e dar mais visibilidade ao trabalho dos artesãos.

O Brique é um espaço que permite tudo. Ao passear por suas bancas e expositores há sempre algo diferente, novo e inusitado. É um lugar onde as diferenças convivem em harmonia, respeitando sempre seus espaços. E é andando pela Avenida José Bonifácio, no domingo, que se percebe como todos esses fatores combinam e podem viver bem juntos. E viva as “misturas” que só o Brique da Redenção proporciona.

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