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junho/2013 | Notícias

Os doutores da alegria

Há cinco anos ONG Doutorzinhos encanta hospitais gaúchos com cenários e brincadeiras contagiantes

Dentro de um ambiente pouco descontraído, o hospital, é onde atuam os doutores palhaços que buscam a humanização desse ambiente da maneira mais simples possível: com sorrisos, abraços e afeto.

Foto: Camila Moraes.

A ONG Doutorzinhos foi fundada há cerca de cinco anos pelo empresário Maurício Bagarollo que tinha o sonho de se tornar um doutor palhaço depois de ver o filme baseado na história real do médico Patch Adams, que tinha uma maneira pouco usual de tratar seus pacientes, com muito apreço. Bagarollo, antes de fundar a ONG e realizar esse sonho, tentou sem sucesso ingressar em hospitais como voluntário atuando como palhaço. Depois de acreditar no seu próprio sonho e fazer com que outros acreditassem também, nasceu a ONG Doutorzinhos e o mais antigo personagem vivido por Maurício, o Doutor Zinho.

Desde o momento em que Maurício coloca o seu avental, seu nariz vermelho, leva a tira-colo o seu kit de Segundos Socorros, composto por bolhas de sabão, um miniviolão e narizes vermelhos, e o seu fiel companheiro, o Sílvio, um lindo cachorrinho invisível, os sorrisos brotam no rosto de quem o vê, simpático e desinibido torna-se o centro das atenções. Quem vê de fora se emociona com a simplicidade com que o Doutor Zinho ilumina o ambiente, na maioria das vezes pesado e triste.

Cada voluntário, capacitado para atuar como doutor da alegria se encarrega da criação do seu personagem. Roupas, acessórios e estilo de abordagem ao paciente são essenciais para criar identidade para cada um. Uns são mais ousados, sendo os legítimos palhaços, tropeçando, espirrando e fazendo gargalhar. Há as que encaram o personagem de boneca, tornando-se um alvo de elogios por sua elegância e beleza, tratando todos com uma doçura inexplicável.

Maurício, deixando de lado o seu personagem, diz que o voluntariado é sua vida “as pessoas costumam dizer que se imaginam fazendo esse tipo de trabalho, já eu digo que não me imagino sem fazer isto”, ressalta. “Nós costumamos dizer entre nós (voluntários) não ganhamos salário, não porque nós não merecemos, mas porque não há dinheiro no mundo que pague o que ganhamos”, acrescenta a empresária Adriana Tomer, a Doutora Cute Cute.

O benefício dos pacientes contemplados com tanta alegria é evidente aos olhos de qualquer um e comprovado por pesquisas que afirmam que a cada sorriso o cérebro é induzido a produzir e liberar mais endorfina, o neurotransmissor relacionado às sensações de prazer e bem-estar, além de ser um potente analgésico natural. O paciente Pedro Pereira da Silva, 74 anos, vivenciou uma intervenção dos voluntários. “Nós devemos entrar na brincadeira para incentivar o trabalho deles, para que cada dia possam ir mais longe e contagiar mais pessoas”, disse. O resultado positivo obtido na terapêutica instituída pelos doutores palhaços também é reconhecido por médicos “de verdade”, um exemplo é a opinião do clínico geral e cursista em Psiquiatria no Hospital São Lucas da PUCRS, Dr. Jorge Gustavo Azpiroz Filho: “Eu acredito na eficácia da atuação dos Doutorzinhos em proporcionar um ambiente saudável para a recuperação física e mental de pacientes fragilizados por diversos fatores, fazendo com que se sintam acolhidos, facilitando a atuação dos médicos na recuperação.”

Foto: Camila Moraes.

Para ser um Doutorzinho não é necessário ser médico, nem estar ligado à área da saúde. Um voluntário precisa, primeiramente, ser maior de 18 anos e desejar ser rico. Rico de felicidade e emoção. Ajudar não por pena, mas por solidariedade ao próximo, e passar por um processo seletivo rigoroso e capacitações para a performance de palhaço. O profissionalismo é exigido cada dia mais dentro dos hospitais em que a ONG atua, logo, cada dupla de doutores palhaços tem uma escala de dia, horário e áreas a serem visitadas, sendo cumpridas rigorosamente, pois, como eles afirmam, a constância é fundamental para o reconhecimento das instituições em que atuam e dos pacientes que, ansiosamente, aguardam por sua chegada semanalmente. Bagarollo indica que os interessados em se tornar um doutor da alegria devem acessar o site da ONG (www.doutorzinhos.com.br), manifestar interesse e aguardar contato para futuras inscrições.

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