junho/2013 | Notícias

O Grêmio é da torcida

Foto: Renatha Queiroz.

Depois dos jogos, no caminho da Arena do Grêmio até a minha casa e antes de dormir, fico pensando nos tempos de Olímpico, era bom e a gente não sabia. Lembraremos com saudade dos momentos vividos no nosso estádio, das pessoas que conhecemos lá, e das histórias que estão eternizadas em cada parede, em cada degrau da arquibancada, enfim, em cada canto do Estádio Olímpico Monumental. Espero um dia sentir o mesmo carinho e amor pela Arena, e poder passar isso para a próxima geração, da mesma forma que meu pai fez comigo, mas acho difícil que as coisas sejam tranquilas.

Não adianta fazer uma campanha política baseada em títulos, prometer uma casa nova, moderna e contratações que a princípio seriam excelentes, coisas que nos fizeram acreditar que os sonhados títulos viriam nos enchendo de alegria. O Grêmio acerta em algumas ações como a venda de produtos, a campanha para os futuros sócios e vídeos institucionais que são realmente muito bem produzidos. Mas isso não basta, não para quem acompanha e vive o Grêmio, vive de Grêmio.

O Grêmio é um clube de futebol, que tem um estádio onde as pessoas comemoram os gols, gritam, sofrem e não querem ninguém ditando regras do que se pode ou não sentir e expressar. Têm que saber ouvir o torcedor, encontrar uma maneira de se aproximar dele e manter o relacionamento com o mínimo de respeito, e não é o que estamos vendo este ano.

A mídia, divulga que as brigas são culpa da Geral e que a Brigada Militar estava lá para apartar. A Direção erra por não fazer nada para divulgar os fatos corretos. Já jogamos fora uma Libertadores da América, por não ter alguém que defendesse a torcida e o setor destinado a ela, setor este que leva o nome dela. Se continuar com esta gestão baseada na leitura de um livro sobre um clube Europeu, onde os torcedores não têm voz e são como fantoches, teremos um grande número de sócios decepcionados e revoltados com o tratamento recebido.

Enquanto a Brigada Militar continuar agindo agressivamente com os torcedores, a OAS e a Direção insistirem em acabar com a festa, as pessoas saírem machucadas e assustadas sem saber o que aconteceu, e o fator local não existir mais as coisas não vão melhorar para o time, porque, como alguns dizem, “a torcida é mais um jogador”, mas a única diferença é que este jogador não está dentro de campo. É uma pena que a troca do “velho” pelo “novo” não agrade a todos, e que tenha se perdido grande parte da essência, da garra e da torcida, que sempre foi considerada e reconhecida como uma das melhores do mundo.

“O Grêmio é da torcida, é da sua gente, não é da imprensa, nem dos dirigentes”.

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