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junho/2012 | Notícias

O estilo de vida de quem dorme em sofá

Com vontade de viajar para o exterior, mas não encontra uma maneira de não gastar além do dinheiro poupado? Existe uma oportunidade antiga e que se adequa ao bolso. Estamos falando do CouchSurfing.

O assunto foi abordado no RRPP Online, em junho de 2010, pela aluna Aline Gallo, mas como o tempo passa e o cenário muda, com o CouchSurfing não foi diferente. A tradução do termo é “Surfista de sofá”, que significa uma alusão àquelas noites de sonos mal dormidas, quando recebemos um visitante de última hora.

Apesar do que o nome sugere, nem todo mundo recebe um sofá, muitas vezes são quartos privados e, de praxe, um hospedeiro maravilhoso que resolve ser o seu guia turístico. A ideia veio do fundador americano Casey Fenton, em 2003, após ter comprado a um preço acessível um bilhete de avião para a Islândia e se deparado com o problema de não ter um alojamento, além dos pagos. Albergue nem pensar, Fenton queria mesmo era um sofá e, depois de 1500 e-mails enviados a estudantes islandeses implorando por hospitalidade e um sofá para dormir, conseguiu 50 respostas positivas. O resultado? Férias incríveis, uma experiência incomparável e lugares admiráveis para visitar.

Superando a desconfiança inicial de dormir na casa de uma pessoa desconhecida, o site conquistou o coração de cada surfista e, ao longo do tempo, aprimorou formas de garantir segurança máxima ao usuário. A proposta do site é abrir a mente e “pôr em contato gente do mundo inteiro”. E não pense que é difícil encontrar um lugar para ficar em grandes capitais. Pelo contrário, a demanda de hospedeiros esperando por uma solicitação é cada vez maior. Para ter uma ideia, as quatro capitais mais ativas são Nova Iorque, Paris, Londres e Berlim. Entre as línguas mais faladas são Inglês (70,5%), Francês (17,8%) e Espanhol (16,70%), sendo o Português a sexta colocada, com 4,7%. A Europa continua imbatível no posto de continente que mais abriga couchsurfers, com 50,9%. A idade média dos aventureiros é 28 anos.

Carolina em Sydney. (Foto: acervo pessoal)

Um bom exemplo é Carolina Favero, estudante de turismo em Porto Alegre: embarcou aos 24 anos para a Austrália pensando em ficar três meses e acabou não querendo voltar. Decidiu ficar mais. Estudou Business por lá e virou babysitter da família que a acolheu! Após três anos longe de terras brasileiras, a gaúcha recebeu de presente de despedida de sua família australiana uma viagem ao deserto. Agora está de volta ao mundo acadêmico, aos 28 anos, cursando Administração e com uma experiência de vida incomparável.

Interessado? O legal é que, ao procurar a região de interesse, você pode conferir os eventos que estão acontecendo – ótimo detalhe a ser analisado antes de definir o roteiro. Para ser visto como um hóspede em potencial, vale seguir as dicas da Carolina:

  • Faça um perfil bonito, mas não fantasioso;
  • Converse muito com o seu hospedeiro antes de viajar, melhor que ter um sofá, é fazer um amigo de outro continente;
  • Observe os comentários disponíveis no perfil de cada pessoa que poderá te acolher, vasculhe todo perfil e não deixe nada de fora. Conforme o histórico do site, a maioria das pessoas tem boa intenção, mas certifique-se de que existem ótimas referências da casa que você solicitou hospedagem. E tenha uma boa viagem!

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