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novembro/2008 | Artigos

Novo contexto, novas relações

Que vivemos numa sociedade cada vez mais globalizada, em todos seus setores, isso já não é mais nenhuma novidade. Crises globais na economia, ou mesmo tragédias humanas televisionadas instantaneamente ao vivo para o mundo, já nos provaram isso.

Nos encontramos em um grande emaranhado social, numa verdadeira sociedade em rede, que ao mesmo tempo em que é única por causa de constituição de união, é também singular diante da interação cultural. E tudo é possibilitado, em sua grande parte, devido à evolução dos meios de comunicação nas últimas décadas, desde a televisão até a internet, e de forma bastante significativa no final da década 1990.


Essa nova ordem veio acompanhada de uma quase obrigatória revisão de atuação de diversas áreas, ou mesmo um reposicionamento delas, bem como o surgimento de novas profissões diante das novas demandas.


Mas até que ponto o profissional de Relações Públicas foi capaz de ter clareza dessa situação? Como se posicionaram diante dessas novas exigências? Somente os conhecimentos adquiridos nas aulas de RRPP são capazes de satisfazer as exigências do atual mercado?


Uma das principais ferramentas de qualquer profissional, que não somente o domínio total das técnicas de sua área de formação, é a sua capacidade de relacionar o conhecimento adquirido em sala de aula àqueles que somamos em nossa caminhada, e o resultado vê-se na aplicação em cotidiano dessa interação.


Para isso, é necessário ter uma visão ampla desse todo. Compreender o funcionamento da nossa sociedade, das relações e das interações entre os membros dela, e em todos os seus níveis. Isso tudo é facilitado quando se busca uma formação multidisciplinar, que compreenda os diversos ramos da ciência humana. Desde a sociologia, a psicologia, passando pela antropologia, todos estudam o indivíduo e suas diversas relações e ações com o meio. Para a professora Neka Machado, “também é preciso que se domine assuntos ligados à política e economia, e que se aproprie desses temas e ter a visão da comunicação como um todo (comunicação mercadológica, administrativa, institucional), pois a política não é simplesmente partidária, é ela que domina as relações de poder. O profissional também não deve se descuidar da qualificação com idiomas, ir além do inglês, ter ao menos duas línguas além do português.”


A interação entre essas diversas formas de visão social só ampliam e qualificam o campo de atuação das Relações Públicas. A professora Cláudia Peixoto de Moura vê como sendo “essencial essa interação a fim criar novos caminhos e teorias, além de manter sempre atualizado o profissional em relação ao cenário contemporâneo”.


Hoje em dia exige-se muito mais do que somente a tecnicismo em um profissional. A capacidade de planejar, a de atender a todos de forma consensual, amenizando os diversos conflitos, e ainda auxiliando no crescimento da organização com que se está envolvido, vem sendo fator definitivo para a boa colocação dos profissionais de comunicação no mercado.

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