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dezembro/2011 | Notícias

Mídia social impulsiona a libertária Primavera Árabe

Os manifestantes pedem democracia e mais direitos, além de melhoria econômica

Midia Social implulsiona a liberdade na Libia

Mobilizados pela internet, jovens árabes saem às ruas por liberdade. (Foto mundo)

Os movimentos libertários que ocorreram no Oriente Médio e no Norte da África, a partir de 18 de dezembro de 2010 e ao longo de todo o 2011, ficaram conhecidos como a Primavera Árabe. Greve, manifestações públicas, protestos, passeatas e comícios mobilizaram as massas, mas eclodiram e foram divulgados a partir da mídia social, em sites como Facebook, Twitter e Youtube, manipulados por jovens árabes da classe média.

A tecnologia como propulsora de movimentos políticos derrubou ditadores. O primeiro foi o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, que estava no poder desde 7 de novembro de 1987, quando deu um golpe de estado, e teve de fugir para a Arábia Saudita em 14 de janeiro. O segundo foi o presidente Hosni Mubarak, do Egito, 30 anos no poder e que renunciou em 11 de fevereiro de 2011, após 18 dias de protestos. O terceiro teve um fim cruel.

O ditador líbio Muammar Kaddafi foi derrubado do poder em agosto, por tropas locais, com o apoio de forças internacionais, principalmente Inglaterra e França, formando-se o Conselho Nacional de Transição (CNT). Depois de governar a Líbia com mão de ferro por 42 anos, Muammar Kaddafi se refugiou em sua cidade natal, Sirtre, onde foi encontrado em 20 de outubro, escondido como um rato, em uma tubulação de dejetos fluviais. Descoberto por uma malta enfurecida, foi torturado, arrastado por uma carreta em público e finalmente recebeu um “tiro de misericórdia” na cabeça.

O coronel Muamar Kadafi sempre foi conhecido pelo seu estilo extravagante de se vestir e por usar guarda-costas do sexo feminino. Kadafi desenvolveu sua própria filosofia política e gostava de prezar tradições locais em público. Quando visitava outros países, acampava em uma luxuosa tenda beduína, típica dos povos de sua região.

A Líbia tinha uma lei que proibia qualquer atividade de grupos baseadas em ideologias políticas que eram opostas à visão de Kadafi. Segundo a organização internacional Human Rights Watch, o regime prendeu centenas de pessoas por violarem a lei e sentenciou algumas à morte. Também há relatos de tortura e desaparecimentos.

No dia 20 de outubro, uma segunda-feira, Abdel Jalil sugeriu que o coronel pode ter sido morto por seus próprios homens. “Vamos pensar quem teria o interesse de que Kadafi não fosse julgado. Os líbios queriam julgá-lo pelas execuções, prisões e corrupção”, afirmou. “Os líbios queriam Kadafi preso, queriam humilhá-lo o quanto fosse possível. Quem o queria morto eram aqueles fiéis a ele, ou que tinham trabalhado para ele.”

Com a morte de Muamar Kadafi, o governo interino declarou a libertação formal do país em uma cerimônia que reuniu milhares em Benghazi, berço da revolta contra o antigo regime. Celebrações também foram registradas em frente às embaixadas da Líbia, na Tunísia e em Malta, onde manifestações reuniram refugiados líbios com buzina e tiros para o alto.

Com a libertação, o povo Líbio teve acesso à internet, o que antes no regime de Kadafi não era permitido, pois poderia ser utilizado como ferramenta e ameaças dos rebeldes contra o seu governo. Apesar da internet estar disponível na Líbia, na sua maioria, à classe média e não aos pobres, à massa, como não se imaginava, os ataques a Kadafi não foram feitos por religiosos islâmicos, mas por jovens movidos pelos novos canais de comunicação.

Os líbios estão com a esperança de que, com a ausência do ditador, possam usufruir da liberdade, onde as pessoas tenham opção de escolha e tenham acesso às redes mundiais de comunicação, e assim possam se fazer presente no mundo, depois de tanto tempo isolados do resto.

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