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maio/2014 | Notícias

Memória Institucional: resgatar a história para fortalecer a identidade

Assembleia Legislativa – 1860/1967. Foto: Acervo Memorial do Legislativo.

Através do Memorial do Legislativo, as novas gerações podem conhecer o legado cultural e político de estado. Também chamado de Casarão, o local é um dos testemunhos mais antigos da história urbana de Porto Alegre, mas sua importância histórica não reside apenas na sua antiguidade. O prédio, cuja construção data de 1790, foi sede da Provedoria (tesouraria) da Real Fazenda, Casa da Junta, Câmara e sede do Conselho Geral da Província. Foi um dos cenários mais significativos da história administrativa e política de nosso Estado por mais de 200 anos, dos quais, em 1932, foi a sede do Poder Legislativo gaúcho. Em 19 de setembro de 1967, sob a presidência do Deputado Carlos Santos, lá foi realizada a última sessão plenária.

O Legislativo rio-grandense, no dia seguinte, transferiu-se para o outro lado da rua, quando foi inaugurada sua nova sede, o Palácio Farroupilha. Após a desocupação do imóvel, o prédio passou a abrigar repartições do Poder Executivo.

Plenário onde ocorriam as sessões ordinárias. Fotos: Acervo Memorial do Legislativo.

Débora Soares, coordenadora do memorial, relata que cerca de 4500 pessoas visitam o espaço todo ano. É possível conhecer o acervo, aberto de 2ª a 6ª feira, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 18h30. As visitas orientadas, que chegam a atender 30 pessoas, podem ser agendadas pelos fones 51-3210-1670 ou pelo email memorial@al.rs.gov.br. Oferece visitas guiadas para estudantes e turistas.

Para fortalecer a identidade, Débora aposta no Facebook para divulgar eventos, livros e fotografias. Além de um mailing e propaganda boca-a-boca. Também foi desenvolvida uma identidade visual aplicada em materiais impressos e meios digitais. Existe um projeto que objetiva utilizar a fachada para anunciar as atividades do memorial e implantar uma sinalização interna que facilitará o tráfego dos visitantes e identificará os espaços.

A valorização da história do Parlamento e a necessidade de um local apropriado para sua guarda foram solidificadas em 1997, com a criação de uma Comissão Paritária, constituída por 3 integrantes do Poder Executivo e 3 integrantes do Poder Legislativo. Essa Comissão ficou responsável por apresentar um projeto para execução das reformas e, concomitantemente, uma série de atividades para recuperar a memória política sul-rio-grandense. No mesmo ano, foi assinado um Protocolo de Intenções entre o Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça, firmando o retorno do antigo prédio ao Poder Legislativo. A retomada da propriedade do Casarão pelo Legislativo gaúcho foi aceita pelo ex-governador Antônio Britto que reconheceu o imóvel como sendo da Assembleia.

Em janeiro de 1998, toda essa preocupação com a memória institucional da casa foi apresentada em um suplemento publicado pelo Correio do Povo. O objetivo, naquele momento, era transmitir à sociedade o desejo de transformar a antiga sede em um espaço destinado à história política do Rio Grande do Sul.

Prédio revitalizado, antigo Plenário onde atualmente são realizadas cerimonias. Fotos: Henrique Alonso e Acervo do Memorial do Legislativo.

Podemos afirmar que, em termos da produção historiográfica e da construção das memórias sociais, a preservação do acervo de origem legislativa tem assegurado a qualidade de inúmeras pesquisas. Não só historiadores, mas cientistas políticos, sociólogos, urbanistas e mesmo políticos e administradores públicos se beneficiam do acesso a uma obra que, pela sua natureza, registra a evolução histórica do Poder Legislativo.

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