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junho/2016 | Notícias

Gender-bender: a comunicação da moda sem gênero

O ano de 2016 promete levar a um novo patamar comportamentos de consumidores. Neste contexto, segundo a pesquisa da Euromonitor Internacional, uma das 10 tendências globais de consumo é a indefinição de gênero, mais conhecida como genderless ou gender-bender.

Campanha da marca João Pimenta. Foto: Nicole Heiniger (SD MGMT) – Produção de moda: Larissa Lucchese e Paulo Martinez (SD MGMT).

Campanha da marca João Pimenta. Foto: Nicole Heiniger (SD MGMT) – Produção de moda: Larissa Lucchese e Paulo Martinez (SD MGMT).

As pessoas ao redor do mundo estão aceitando cada vez mais que os gêneros são fluidos e enxergando com outros olhos a cultura transgênero – historicamente rejeitada na sociedade. Isso chega às marcas por meio das crescentes críticas a itens marcados para um gênero específico, como roupas vendidas para meninos e meninas. E é nisso que se baseia o gender-bender: a liberdade na escolha das peças, sublimando o que se prega ser de homem ou mulher.

Não é de hoje que o mercado da moda revela traços da não-categorização e separação das peças por gênero. O unissex já não é novidade desde que a pioneira Coco Chanel, lá pelos anos 20, pinçou do guarda-roupa as primeiras peças masculinas a desfilarem pelas curvas de uma mulher, como a calça pantalona e a camiseta bretão, ambas inspiradas pelos uniformes da marinha francesa. A partir daí, a moda tem se direcionado de maneira crescente para um universo sem gênero.


Vantagens de atuar nesse nicho

Confira abaixo as vantagens de explorar esse nicho de mercado, segundo o SEBRAE:

  • Maior alcance de consumidores, uma vez que a loja pode comercializar produtos para homens e mulheres, simultaneamente, sem distinção.
  • Criação de um e-commerce focado nesse nicho, atendendo aos consumidores de moda que procuram roupas independentemente do gênero.
  • Melhor aproveitamento da matéria-prima, que pode ser utilizada para criar peças dos mais diferentes estilos.
  • Diferenciação em mercado no qual as marcas estão em constante processo de alteração devido à temporalidade da moda.
  • Padronização da modelagem, uma vez que homens e mulheres usarão a mesma peça de roupa, sem grandes alterações no modelo.
  • Otimização de espaço físico, pois a loja não precisará de divisões físicas.
  • Redução de custos no negócio.
  • Diminuição do estoque, não sendo necessária a compra de grande quantidade de roupas para os diferentes consumidores.

Casos de sucesso

A crescente participação de modelos transgêneros na moda é mais uma faceta do movimento gender-bender. Em 2014 a Redken, marca de cosméticos, resolveu se associar à história da brasileira Lea T, estilista e modelo transexual. No início de 2015, a Gucci vestiu seus modelos com as mesmas roupas, independentemente do gênero e, neste ano, o desfile da marca trouxe, mais uma vez, peças com androgenia como centrais no conceito apresentado. Já a campanha de primavera de 2016 da tradicional Louis Vuitton trouxe o filho do ator Will Smith, Jaden Smith, vestido com roupas ditas femininas.

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Jaden Smith, primeiro à direita, na Campanha de Primavera 2016 da Louis Vuitton. Foto: Bruce Weber – Louis Vuitton.

 

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