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junho/2016 | Notícias

Ele chegou!

Como o Uber contou com o apoio da mídia espontânea para se inserir no mercado gaúcho

O aplicativo americano de organização do transporte privado (Uber) chegou ao Brasil de forma avassaladora, caindo nas graças da opinião pública como poucos e numa intensidade inimaginável. Em meio a isso, surge a pergunta: como eles se popularizaram e puseram para escanteio os taxistas que monopolizavam os transportes privados do país em tão pouco tempo? A resposta é simples: com a exploração da mídia espontânea.

Aplicativo é muito utilizado pelos universitários da PUCRS. Foto: Fernanda Ceolin.

Utilizando técnicas de marketing, o Uber virou xodó da população brasileira mais rápido que serviços como Netflix e Spotify. O que eles fizeram de diferente? Disseminaram seus serviços para formadores de opiniões testarem, mas não apenas para os profissionais de mídia da Grande São Paulo. O grande algoz dos taxistas investiu seus serviços de forma estratégica em todo o Brasil. Disponibilizaram viagens gratuitas tanto para comunicadores do Rio Grande do Sul quanto para profissionais residentes no Rio Grande do Norte.

Sua grande estratégia ao chegar em Porto Alegre foi oferecer uma corrida inaugural um dia antes do serviço começar oficialmente. Em conversas com agências, descobriram alguns dos maiores formadores de opinião da região e, dentre eles, os integrantes do Pretinho Básico. Após a descoberta, fizeram um contato oferecendo um convite para conhecer o serviço.

Para o profissional de mídia do programa Pretinho Básico, da Rádio Atlântida, Rodrigo Cosma, 27, o Uber “contou com a mídia espontânea oriunda da corrida inaugural, além de toda a relevância do seu aplicativo”. A proposta dos americanos foi excelente e com o custo baixíssimo, atingindo um patamar onde só uma crise poderá colocá-los num embate com a sociedade. Vale ressaltar que a corrida inaugural foi completamente gratuita para todo o público selecionado, tendo existido um contato prévio com os clientes, não havendo qualquer tipo de pedido para a divulgação.

Uma empresa não se populariza sem uma reputação consolidada e, para Cosma, todo o trabalho desempenhado pelo Uber foi uma “questão de legitimidade”, oferecendo o serviço de forma exemplar, além de todo o cuidado com o trabalho de marketing e de Relações Públicas. Por já estar inserido no mercado internacional e estar passando por embates quanto à legislação do serviço, foi necessário todo um cuidando com o posicionamento perante essa nova inserção no mercado local.

Este case mostra que não é necessário desembolsar quantias grandiosas para atingir o seu alvo. Se a empresa garante que o seu serviço é superior ao da concorrência, por que não oferecer, de forma gratuita, o seu trabalho para profissionais e pessoas pré-selecionadas? A mídia espontânea, com o advento das mídias sociais e blogs, é uma das mais poderosas ferramentas que possuímos para a propagação de informações, serviços e produtos.

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