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julho/2021 | Artigos

Educação a distância: uma metodologia que funciona?

O ensino a distância (EAD) tem aumentado o seu número de adeptos, pelas facilidades que a modalidade oferece. Mas será que a metodologia funciona ou a aprendizagem fica debilitada?

A educação a distância, conhecida como EAD, é definida, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), como o ensino em que “alunos e professores estão separados, física ou temporalmente”. Para que esse modelo seja viável, faz-se necessário uso de internet e de aparelhos conectados, pois todo o conteúdo será ministrado de maneira on-line. Os professores, em muitos casos, são chamados de tutores e têm encontros presenciais somente para orientar os alunos em algumas dificuldades ou para aplicar provas.

De acordo com a pesquisa realizada pelo INEP e divulgada pelo G1, o formato EAD cresceu 4,7 vezes, entre 2009 e 2019. A pesquisa também apresenta que a maioria dos alunos prefere o modelo pela flexibilidade de horários de estudo. Segundo Alexandre Lopes, presidente do INEP, os resultados entre alunos da graduação presencial e da graduação a distância têm sido próximos: “[…] não dá para dizer que EAD seja de menor qualidade”, reflete.

Porém, ainda que os índices estejam crescendo, o formato segue gerando debates e análises por parte dos profissionais da educação. Para esclarecer melhor, entrevistamos o Prof. Dr. José Luís Ferraro, que nos explicou que a educação conta com o pilar da socialização, fundamental para a aprendizagem. Somente ela permite as trocas de conhecimentos entre alunos, professores e a comunidade acadêmica. Por isso, em função da falta de convivência que o EAD proporciona, o aprendizado que vem daí sofre prejuízo em seu desenvolvimento.

Ferraro explica, também, que a não interação (ou diminuição dela) entre professores e alunos, faz com que as avaliações sobre a evolução da aprendizagem diminuam, uma vez que torna-se mais difícil analisar o desempenho e envolvimento individual dos alunos com os estudos. “Eu não acredito em uma educação sem o contato com o outro”, afirma o professor.

Em síntese, é possível compreender que  o ensino a distância, ainda que em crescimento no Brasil, não abrange todos os fatores necessários para um bom aproveitamento da educação. De um lado, a flexibilização dos horários de estudo, proporcionando uma maior autonomia dos estudantes; de outro, a escassez do contato presencial e da facilidade da comunicação, diminuindo as condições avaliativas de desempenho, por parte dos professores, e a absorção de conteúdos, por parte dos alunos.

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