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maio/2009 | Artigos

É fato ou papo furado?

A sociedade mudou. Vemos hoje um consumidor mais consciente e exigente quanto à postura empresarial. Responsabilidade social e sustentabilidade não são mais apenas diferenciais para as empresas, mas sim uma política que deve estar inserida nos valores organizacionais e ser condizente com as ações da empresa. Porém, segundo Rosemeri Alessio, autora de “Responsabilidade Social das empresas no Brasil: Reprodução de posturas ou novos rumos (2008)”, a atuação social de grande parte das pequenas empresas brasileiras, ainda reproduz posturas de caráter assistencialista, paternalista, e emergencial, muito focada em ações de filantropia que, embora tendo sua importância num contexto de extrema pobreza, também contribuem para a reprodução da situação social vigente e pouco transformam o caráter estrutural da miséria  e das desigualdades sociais.

Vivemos num século em que já começamos a sofrer as consequências ambientais causadas pela irresponsabilidade do ser humano e em decorrência disso, os indivíduos estão mudando seus hábitos e atitudes em prol da preservação ambiental. É possível observarmos uma geração mais responsável e cuidadosa, o que reflete num consumidor cada vez mais consciente, que espera das empresas uma gestão socialmente responsável, visando ações que objetivam o desenvolvimento sustentável. É é pra valer! Que essa gestão de fato exista e que condiza com as ações organizacionais. Porém, infelizmente ainda hoje, é muito comum vermos empresas que adotam políticas e práticas de gestão responsáveis não com o intuito de serem eticamente comprometidas com a sociedade, mas sim por um discurso ideológico que viabiliza sua permanência no mercado.

A responsabilidade social e a cidadania corporativa, tão presentes no discurso empresarial, não podem ser vistas tão-somente como instrumentos a serviço de ganhos mercadológicos e de imagem institucional. O esperado, portanto, são organizações preocupadas com a elevação da qualidade de vida das suas comunidades. Empresas que fazem porque acreditam ser o certo e não simplesmente para melhorar sua imagem. Rosemeri Alessio afirma que é necessário ampliar o escopo da atuação social das empresas para um modelo de gestão de negócios que contribua para tornar a empresa co-responsável pelo processo de desenvolvimento de uma sociedade menos desigual, mais justa e com maiores condições de acesso da população a produtos e serviços, resultando em sustentabilidade da sociedade do ponto de vista social e econômico e, consequentemente, negócios mais sustentáveis.

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