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junho/2016 | Notícias

Como anda a sua rotina alimentar na PUCRS?

O desfio dos estudantes de abrir mão de lanches rápidos e consumir alimentos mais saudáveis.

Hoje percebemos como é difícil manter uma rotina alimentar saudável. Como universitários, não poderia ser diferente. Na correria do dia a dia, deslocando-se entre casa, faculdade e estágio nos perdemos nos horários e acabamos optando por lanches práticos, prazerosos e que deem mais saciedade.

Entrevistamos dois alunos da PUCRS com hábitos alimentares distintos e a gerente de um dos estabelecimentos mais frequentados da Universidade, o Restaurante Central do prédio 15. Cada um com uma visão diferente sobre a alimentação, mas com muitos aspectos em comum. Nossa primeira entrevistada, Lívia Rossa, estudante de jornalismo na Famecos, foi questionada sobre a importância de possuir uma alimentação regrada, de alimentar-se de três em três horas e os benefícios que isso pode trazer para a saúde, ela ressaltou:

O que você escolheria? Foto: João Paulo de Boer.

O que você escolheria? Foto: João Paulo de Boer.

“Acho importante comer nos horários certos, para evitar comer mais do que eu preciso ou comer os alimentos errados. Quando ficamos muito tempo sem ingerir um alimento, temos tendência a comer muito na próxima refeição, às vezes por impulso nós ingerimos alimentos que não são tão saudáveis para o organismo.” Ela pratica exercícios físicos regularmente e tem o acompanhamento de uma nutricionista, além de ser vegetariana.

O segundo entrevistado, o estudante de publicidade e propaganda João Paulo Alves, não pratica exercícios físicos e considera a sua rotina bem corrida, para ele o mais complicado para uma alimentação balanceada é ter disciplina: “Disciplina é extremamente complicado, por que eu não consigo comer de três em três horas, eu acabo comendo muitos alimentos rápidos e que eu goste. Ter pouco tempo livre e a falta de disciplina são os fatores que mais me incomodam.” João também acha que o maior problema dos jovens são os maus hábitos e o estágio que estão na vida. Lívia aponta que o problema das pessoas muitas vezes também é a ansiedade: “Vejo que as pessoas são muito ansiosas, comem algo e logo já estão com fome de novo, porque são alimentos que não saciam e elas acabam ingerindo por impulsividade.”

É perceptível como os estudantes estão ficando mais sem tempo para se preocupar com a prática de exercícios e manter o hábito de uma alimentação balanceada. Contudo, os dois estudantes ressaltaram que os preços dos alimentos saudáveis na PUCRS não contribuem. João salienta: “Apesar de não negar um pastel ou um pão de queijo, se os preços dos alimentos saudáveis fossem mais justos na Universidade, eu compraria.”

Entrevistamos a gerente do restaurante localizado no prédio 15, Ingrid Kaefer, ao ser indagada sobre o preço dos alimentos saudáveis, ela afirmou: “Os produtos saudáveis muitas vezes se tornam mais caros, por causa da sua produção que é mais complexa, mas aqui nossos salgados tem o preço muito parelho. Você encontra, por exemplo, um pastel frito e um pastel integral pelo mesmo preço.” Ingrid fala que todo o almoço do restaurante é baseado em um cardápio saudável: “Trabalhamos com arroz integral, dois legumes cozidos, oito tipos de salada, seis tipos de fruta, uma das opções de carne é sempre grelhada, então todo nosso cardápio é voltado para a alimentação saudável. Fora o almoço, nós temos uma leva bem grande de lanches para quem está na correria e não tem muito tempo, nós temos os salgados integrais, assados em forno, sem glúten e sem lactose, saladas de fruta, sanduíches com pão integral e pão de linhaça, os sucos e vitaminas, bolinhos, cucas e muffins integrais, o dia inteiro.”

Com inúmeras opções disponíveis, por que os jovens não se sentem instigados a comer melhor? Os três entrevistados concordam que o problema é cultural, no Brasil não se tem o hábito de comer alimentos saudáveis quando se está em uma rotina apertada nos horários. O desafio maior para o universitário brasileiro acaba sendo a ausência de força de vontade, para uma possível reeducação alimentar.

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