julho/2021 | Artigos

Astrologia e autoconhecimento: o outro lado da moeda

Moara Steinke

Moara Steinke (arquivo pessoal)

A astrologia, hoje em dia majoritariamente conhecida por caracterizar grupos de pessoas nascidas em determinadas datas a partir de signos astrológicos e por entreter o público na internet com memes e conteúdo de comédia, tem um outro lado originário menos conhecido e que pode ser uma excelente ferramenta para o autoconhecimento.

Nascida da observação da influência do sol e da lua na natureza, a astrologia pressupõe que nós, seres humanos, como parte da natureza, também sofremos tais influências. Assim como o sol e a lua influenciam as estações, nós também seríamos afetados pelos astros em questão de comportamento.

Para a astróloga e colunista da GZH, Moara Steinke, a ideia da astrologia é um princípio usado dentro da espiritualidade que trabalha com o “conceito da correspondência”. Ele prevê que “assim como está acima, está abaixo”, referindo-se à Terra, aos seres humanos e aos astros. Ela também diz que a astrologia é um estudo ancestral muito antigo sobre padrões de comportamento na humanidade.

Moara concorda com Jung, reconhecida referência em estudos da psicologia e psiquiatria, ao acreditar que a astrologia deveria ser reconhecida como uma das primeiras ciências psicológicas. Segundo a colunista, “A astrologia foi um dos primeiros estudos surgidos que permitiu – e permite até hoje – ao ser humano se auto-observar e identificar seus padrões de comportamento, assim como suas tendências de escolha.

Dessa forma, a astróloga começa a explicar como essa sabedoria antiga pode ser uma ferramenta de autoconhecimento a partir de uma frase importante para ela: “A astrologia é uma tendência e não uma sentença.” Sendo assim, teríamos tendência a nos movimentar conforme tais padrões, não significando que nos movimentaremos cem por cento conforme esses padrões.

– O autoconhecimento vem quando entramos em contato com a história de tal arquétipo astrológico (signo, planeta, etc.) e conseguimos observar o que em nós mesmos é presente dentro desse arquétipo. Por exemplo: se temos um caso de um arquétipo de resistência, persistência e teimosia, caracterizando os signos de Terra, esses signos, por sua vez, tendem a entrar mais nesse padrão vibracional, não significando que eles necessariamente são assim e pronto, e a astrologia determinou. O convite é para a reflexão, para observar quando essa pessoa está sendo teimosa, ou muito prática, que são características de signos de Terra. Dessa forma, buscando analisar como está o comportamento do indivíduo a partir de tal informação astrológica e possibilitando a mudança e o aprimoramento pessoal em tal campo da vida – afirma Moara.

Promovendo risadas e memes na internet ou estudos aprofundados de mapa astral, a astrologia é um estudo antigo, hoje em dia multifacetado, que pode ser usado tanto para entretenimento quanto para o autoconhecimento, fazendo-se legitimar ao esclarecer que essa ferramenta não atua de forma determinista, e sim por meio de tendências.

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