Na quinta-feira do dia 24 de maio, no auditório do prédio 7, Famecos, da PUCRS, aconteceu a palestra “Falando a verdade: o impacto do falso storytelling na integridade da marca”, ministrado por Adriana Ilha, advogada especialista em propriedade intelectual. O encontro, promovido pelo curso de Relações Públicas, trouxe à tona a utilização do falso storytelling pelas organizações. Contou com a presença dos alunos de relações públicas, publicidade, administração e direito da PUCRS.

Adriana em sua palestra no auditório da FAMECOS. Foto: Giovanna Robalo.

Adriana abordou diversos temas interessantes para os profissionais que utilizam o storytelling, e relatou os limites legais e éticos neste processo. Ainda mencionou as consequências da má utilização desta forma, bem como prejuízos e danos que podem causar às estratégias empresariais.

A advogada, destaca que “É importante se colocar no lugar do consumidor, se colocar no lugar do concorrente e observar o que estou comunicando”. Sugere um passo a passo para construção de um bom storytelling:

Objeto: definir o que está sendo falado. Se é da empresa, do produto, se diz respeito à comunicação do produto ou apresentação de um serviço. Pensar a comunicação para não comprometer a empresa.

Elementos: o que será utilizado (informações, vídeos, fotos, datas, origens, entre outras) deve ser verificada sua veracidade. A empresa, a agência e os envolvidos precisam ter provas do material.

Consumidor: colocar-se no lugar do consumidor e verificar se não há desrespeito, dúvidas, propaganda enganosa ou abusiva e até mesmo se sentir induzido ao erro.

Concorrente: analisar o concorrente além de se manter leal, honesto, sem desmerecer a concorrência. Manter uma concorrência saudável.

Adriana fala sobre os principais tópicos. Foto: Giovanna Robalo.

Adriana relata que há itens que são importantes para pensar como:

Se com essa história eu vou ser lembrado, se eu vou ser notório, se essa história vai garantir que o meu o público vai ser fiel a mim;
Se lendo aquela história eu me identifico, se eu faço associações emocionais, positivas importantes que liguem o consumidor a marca;
Se aquela história traduz a qualidade do meu produto e o porquê o consumidor deve comprar esse produto;

Dessa forma, os comunicadores devem estar atentos a todos esses elementos no momento de construção de storytelling, mas não somente desta ferramenta, mas de campanhas, publicações e toda e qualquer ação que divulgue e representa a organização.

A profissional ainda lembra outra questão importante, que diz respeito ao trabalho em conjunto, a união dos profissionais de comunicação e advogados. Essa união deve acontecer sempre que houver dúvidas.

“Respeito ao consumidor e respeito ao concorrente. Saber das legislações específicas do produto/setor também é importante. Sempre que houver dúvidas, deve consultar para prevenir qualquer problema. O limite é a dúvida.”

Da palestra e da palestrante, os alunos obtiveram muitos legados e ricos conhecimentos para atuação dos profissionais, não somente da comunicação, mas dos demais cursos que estavam presentes. Adriana Ilha deixa como frase destaque e como reflexão de Henry Ford: “Ver as coisas pelo lado dos outros é importante para este tipo de trabalho.”