
Luciano Klöckner, doutor em comunicação social pala Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, conta que sua admiração pelo Repórter Esso vem desde seus 10/11 anos, quando seus pais ouviam rádio e todos o tinham como um programa indispensável para informação e atualização pessoal. Seus interesses pela história do programa continuaram fortes conforme foi trabalhando com a comunicação em rádios e jornais.
Estudou sobre o assunto em seu mestrado e doutorado em comunicação, após muitas investigações, viagens (Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Buenos Aires, Montevideo) para coletar entrevistas e complementar suas pesquisas, Luciano lançou "O Repórter Esso – A Síntese Radiofônica Mundial que Fez História", editado pela AGE em parceria com a EDIPUCRS.
O livro é resultado de 10 anos de pesquisas, somando a dissertação do mestrado e a tese de doutorado, conta a história do Repórter Esso, fazendo uma análise das notícias dadas pelo informativo e juntando aos anexos coletados da época sobre o programa.
O professor destaca como o noticiário foi inovador, inaugurou a linguagem radiofônica que não existia e também o manual escrito e sonoro. Diz que o Repórter Esso deixou sua marca, modos que são usados até hoje, como por exemplo, editar as notícias usadas pelo Jornal Nacional, a linguagem das rádios, a linguagem diferenciada para TV, até mesmo as características dos textos na internet (textos curtos).
Na opinião de Klöckner, não sentimos tanta falta de programas como o Repórter Esso, porque o jornalismo continua usando mais ou menos os mesmos moldes daquele tempo"Só que hoje são muito mais democráticos, então se junta à modernidade com as linhas básicas do Repórter Esso que estão presentes ainda, influenciando nas rotinas de produção, linguagem dos veículos," enfatiza o professor da Famecos.
O lançamento do livro em setembro no auditório da Famecos pela manhã e a noite contou com a presença de Lauro Hagemman, locutor da versão da rádio farroupilha de Porto Alegre; Fabbio Perez, apresentador da versão pela Tupi de São Paulo e Roberto Figueiredo, apresentador da última edição do noticiário pela Globo do Rio de Janeiro. Para o paulista Fabbio Perez, O Repórter Esso fez parte de três gerações das famílias brasileiras e destaca o seu pioneirismo:"O Repórter Esso foi importante por ter formado a primeira geração de jornalistas realmente profissionais de rádio. Até então era amador".